O problema não está necessariamente nos símbolos, nos templos ou nos rituais. Está no momento em que o homem passa a atribuir a essas construções um poder que elas não possuem.
Talvez seja justamente isso que A Viagem de Pedro consiga provocar. Não precisamos concordar com todas as escolhas cinematográficas nem tomar o filme como um documentário histórico. Ele é uma interpretação. Mas consegue despertar a vontade de olhar novamente para aquele personagem que muitas vezes conhecemos apenas pela imagem congelada do homem a cavalo, espada erguida às margens do Ipiranga.